PM afasta policial envolvida na morte de mulher durante briga após intervenção policial em Cidade Tiradentes, na Zona Leste
Mulher morre baleada pela PM. Reprodução A Polícia Militar afastou neste sábado (4) a policial envolvida na ocorrência que terminou com a morte de uma mulh...
Mulher morre baleada pela PM. Reprodução A Polícia Militar afastou neste sábado (4) a policial envolvida na ocorrência que terminou com a morte de uma mulher na madrugada desta sexta-feira (3), em Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo. O caso é investigado pelas polícias Civil e Militar. A vítima, identificada como Thawanna da Silva Salmázio, chegou a ser socorrida ao Hospital Tiradentes, mas não resistiu aos ferimentos. A morte de Thawanna desencadeou uma série de protestos de moradores do bairro em razão da violência da Polícia Militar. Durante o protesto desta sexta-feira (3), moradores montaram barricadas com pneus incendiados, e policiais usaram armas de efeito moral para dispersar o grupo. Em um vídeo obtido pela TV Globo, agentes aparecem avançando pelas ruas e apontando armas em direção às casas. Moradores fazem protesto contra morte de mulher pela PM em SP Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a policial envolvida foi afastados do serviço operacional até a conclusão das investigações e as imagens das câmeras corporais da equipe serão analisadas e encaminhadas às autoridades responsáveis, assim como os laudos periciais. De acordo com o relato dos policiais no boletim de ocorrência, a equipe fazia patrulhamento quando avistou um casal andando com os braços entrelaçados no meio da rua. Ao passar pelo local, o homem teria se desequilibrado e batido o braço no retrovisor da viatura. Os agentes afirmam que retornaram para verificar a situação, momento em que o homem passou a gritar e discutir com a equipe, desobedecendo à ordem para se afastar. Ainda segundo os policiais, houve um desentendimento e, na sequência, a mulher teria partido para cima de uma policial militar, iniciando um confronto físico. No depoimento, uma policial militar disse que a mulher apresentava comportamento exaltado, invadiu seu espaço pessoal e desferiu tapas, incluindo um no rosto. A agente afirma que tentou se defender e conter a agressão. Durante a ocorrência, houve um disparo de arma de fogo, e a mulher foi atingida. Versão da família Já o companheiro da vítima, Luciano Gonçalves dos Santos, apresentou uma versão diferente. Ele afirmou que a viatura passou em alta velocidade, quase atingindo o casal, o que gerou reação de sua esposa. Segundo ele, uma policial desceu da viatura e efetuou um disparo em direção à mulher. Luciano também disse que tentou demonstrar que não oferecia risco e que, mesmo assim, policiais utilizaram spray de pimenta. Ele afirmou ainda que ela não apresentava comportamento agressivo. Na noite desta sexta-feira (3), manifestantes fizeram um protesto contra a morte de Thawanna. Moradores montaram uma barricada com pneus incendiados, e a Polícia Militar utilizou armas de efeito moral para dispersar o ato. A Polícia Civil entendeu, neste momento, que há indícios do crime de resistência por parte dos envolvidos, com base nos depoimentos dos policiais, e lavrou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO). As circunstâncias do disparo de arma de fogo e das lesões serão investigadas separadamente em Inquérito Policial Militar (IPM), já instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar, além de possível apuração na esfera da Polícia Civil. Mortes cometidas por PMs em serviço aumentam em SP em 2025 Nota da SSP "A Secretaria da Segurança Pública lamenta profundamente a morte de Thawanna da Silva Salmázio após intervenção policial na madrugada desta sexta-feira (3), na zona leste da capital. A policial envolvida foi afastada, teve a arma apreendida pelo DHPP e é alvo de Inquérito Policial Militar (IPM). A ocorrência também foi registrada no 49º Distrito Policial e encaminhada ao DHPP, que conduz investigação independente. As circunstâncias são apuradas com prioridade absoluta pelas polícias Civil e Militar, com acompanhamento das corregedorias. As imagens das câmeras corporais e os laudos periciais já integram a investigação. A Secretaria reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência e a proteção da vida. A polícia não tolera desvios de conduta e toda Irregularidade é punida com rigor nas esferas administrativa e criminal."
